sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O sensacionalismo na imprensa


Certo, a imagem que postei é forte e muitas pessoas gostariam de não vê-la. É exatamente isso que venho criticar hoje: a necessidade que alguns veículos de comunicação possuem em vender tragédias e desgraças, sem qualquer resquício de humanidade. A alegação é que essas notícias vendem mais, que as pessoas gostam de saber esse tipo de (anti)informação. Eu questiono. Até porquê, o povo não possui instrução suficiente para poder se interessar por outras questões, pois o acesso a determinados conteúdos lhe é negado.

Existem jornais que, se espremermos, vai sair sangue deles. Ora, existem tantas coisas interessantes para se divulgar, como pesquisas, estudos acadêmicos, obras sociais, necessidades humanas. Mas não, essas publicações insistem em mostrar o bizarro, o absurdo, o trágico. Continuam com a política do panis et circenses. E esses fatos não ocorrem somente na divulgação de notícias, mas nos programas sensacionalistas, que exploram a dor e o sofrimento alheios, ou mesmo aos reality shows, que insistem em brigas, intrigas e futilidades, deixando a sociedade na mais completa miséria cultural.

Acho importante que se noticiem os fatos, mas não relaciono o popular à violência ou ao bizarro. Penso que todas as camadas da sociedade deveriam ter acesso aos mesmos conteúdos, não os limitando a baixarias e vulgaridades. Chega a ser contraditório, pois reclama-se da falta de educação e conteúdo das pessoas menos favorecidas, mas não dão a eles as condições para que eles sejam diferentes. Sem cultura e informação, a sociedade não vai sair do padrão que está.

2 comentários:

  1. Amiga, vc a cada dia está aprimorando seu vocabulário e o seu jeito Jornalista de escrever. Parabéns! Por isso que eu te amo! =)
    Beijos, Paulinho.

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  2. Parabéns pelo post. É exatamente isso mesmo. A população precisava implorar por noticias melhores sem conteúdos explorativos.
    Parabéns.

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