quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Balanço de 2010


Se eu fosse dar uma nota para 2010, acho que daria a nota 7. De uma maneira geral, foi um ano médio, no qual ocorreram coisas muito boas para mim: minha formatura, novas possibilidades na minha área, mudanças, novas amizades, o Botafogo ter vencido o Campeonato Carioca. Posso dizer que 2010 fechou um ciclo e que provou que ainda há muito pela frente.

Ao mesmo tempo que 2010 foi um ano tranquilo, ocorreram algumas tragédias. Não podemos nos esquecer dos temporais que deixaram milhares de desabrigados em várias cidades, da onda de violência em todo o Rio de Janeiro (que felizmente culminou com a ocupação da Vila da Penha pelo BOPE), dos terríveis terremotos no Haiti e no Chile, entre outras problemáticas que assolaram o planeta. Apesar de ainda ocorrer esse tipo de situação, o lado bom foi a prova de que o ser humano é solidário e é capaz de estender a mão a quem precisa. Entretanto, é preciso perceber que a ajuda não deve ocorrer só nos momentos de catástrofe, ela deve ser contínua, diária, numa comunhão de pensamentos e ideias.

2011 vem aí com a missão de iniciar novos tempos, de mostrar o recomeço para muita gente: novos caminhos, novas conquistas. Vem para que todos percebam que o amanhã é possível, que nada para, que a vida é uma sucessão de momentos e vivências. Assim, termino esse post dando boas vindas ao ano que se inicia, esperando que ele seja cheio de paz e luz para todos.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Da bipolaridade social



Já pararam pra pensar no quanto vivemos numa sociedade de opostos? Pois bem, explico: vivemos num planeta onde dois lados sempre se confrontam: o certo e o errado; o bem e o mal; o branco e o preto; o homem e a mulher; o yin e o yang. Onde está o erro disso? Será que seríamos capazes de cogitar um universo diferente dessa realidade? Talvez não, mas ainda sim é preciso tentar.

As guerras, as matanças e a ganância humanas têm início na ideia de que existem diferenças. Penso que mais do que uma questão econômico-política, entra em cena a questão do ser. O homem carrega em si toda uma série de ideias pré-concebidas e acaba não exercendo o direito de deixar o próximo ter a sua livre escolha: cada qual carrega em si a sua verdade e quer enfiá-la no outro, tentando mostrar que o seu lado é o correto, que aquilo que ele acredita é o melhor para todos. Essa questão já começa na infância, quando a criança é corrigida, sendo podadas diversas de suas características mais profundas. Não que não seja preciso moldar a criança para viver em sociedade, claro que é preciso ensinar a ela que o mundo não é só a realidade em que ela vive, mas, para isso, é preciso ensinar a ela que o outro possui seus direitos e pode errar ou acertar.

Vive-se numa sociedade em que todos são juízes uns dos outros, sem importar as circunstâncias ou a maneira como determinado fato aconteceu. No caso dos Nardoni, a imprensa e a sociedade já haviam condenado o pai e a madrasta da menina, sendo que não havia sido realizada a perícia. Mais do que isso, havia uma multidão de pessoas em volta do tribunal, que iriam apedrejar o casal, caso estivéssemos numa outra sociedade. Ora, será que ali ninguém nunca pecou? Talvez a bipolaridade social seja olhar sempre o lado do outro, ao invés de nos importarmos com nossos próprios problemas.

Ao invés de tentar modificar o outro, por que não alterar nossos próprios erros? Por que não tirar aquilo que está de sujo dentro de nós mesmos? Se fôssemos donos da verdade, não estaríamos aqui, mas num lugar melhor, ou mesmo em cargos melhores. Existe uma frase de Mário Quintana que expressa bem o que digo neste texto:

"Por favor, deixem o outro mundo em paz! O mistério está aqui!"

O outro mundo não necessariamente é um outro planeta, mas sim a nossa mente, o nosso eu interior. Quando se passa a esquecer os erros do outro a fim de se olhar para dentro de nós mesmos, fazemos nossa evolução pessoal, aparando as arestas e tornando o mundo menos dúbeo, tornando-o mais linear...

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Caixa de Pandora

Esse post é um desabafo. Quero, mais uma vez, tirar o peso do mundo de dentro do peito. Venho guardando há tempos aquilo que me prende, aquilo que não se solta, coisas que fazem falta e que eu nem sei ao certo do que se trata. Queria poder tirar, gritar, desamarrar esses nós que carrego comigo. São nós que guardo em meu coração e que tenho muita dificuldade em desatar.

Se ele tem nome? Não sei, sinceramente. Talvez eu guarde dentro de mim todo o amor do mundo e não saiba direcionar...e acabe usando ele contra mim mesma. Não contra as pessoas, mas acabo sufocando de tal forma que acabo por naufragar. Ajo assim porque tenho pavor de passar novamente por aquilo que um dia eu passei. Não sei se aguento passar por outras desilusões. A partir desse momento, me forcei a desacreditar em sonhos de criança, em esperança, em beleza, em uma palavra, perdi minha fé na humanidade, coisa que jamais concebi que aconteceria.

Nesse momento, coloco em palavras um pouco do sentimento que me corrói. Talvez seja exagerado, superlativo, gritante. Mas são os MEUS sentimentos, e deles só eu posso tomar conta. Ando por aí tentando encontrar onde eu possa distribuir um pouco desse carinho e vontade de cuidar que me assola...busco nas cores, nos animais e nas poucas pessoas que talvez me recebam de bom grado...porque sei que a maioria não compreende os sentimentos - sentimentos esses que eu também cismo em dizer que não existem mais, mas que pululam e teimam em emergir e tentar sair da minha caixa de Pandora...

Talvez nada disso faça sentido, mas só escrevi pra desafogar e respirar um pouco do ar libertador da noite amiga...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Do Aborto


"Quem aqui não teve uma namoradinha que teve que abortar?" - Sérgio Cabral, Governador do Estado do Rio de Janeiro, em evento para empresários


A pergunta do governador reflete a questão que vem sendo mal abordada durante muito tempo na sociedade: o aborto. Antes que me perguntem, afirmo: sou contra. Sei as consequências espirituais desse ato, sei o quanto o perispírito fica marcado devido a esse ato, sei o quanto aqueles que querem reencarnar ficam ao serem vítimas desse crime. Sim, nesse sentido recorro à minha religião, e talvez muitos sejam contra. Mas se é algo que eu acredito, por que negar e não recorrer à crença?

As pessoas, de uma maneira geral, são completamente irresponsáveis e não medem as consequências de seus atos. Ora, existem inúmeros métodos contraceptivos. Existem diversos programas de conscientização, propagandas sobre camisinha, entre outros. A pílula do dia seguinte e o anticoncepcional estão aí e existem em diversos valores, qualquer pessoa tem acesso a eles. Entretanto, num momento de prazer, a menina esquece de se proteger e acaba engravidando. A culpa disso é de quem? Da criança? A criança não se faz sozinha. E o cara, por que não usou camisinha ou cobrou que a menina se cuidasse?

Em caso de estupro, ainda que não seja culpa da mulher, ainda assim sou contra o assassinato de uma criança que nada tem a ver com aquele ato. Não quer viver com o fruto de um crime? Dê a criança para adoção...existem tantas mulheres que gostariam de ter um filho e não conseguem! É ruim dar pra adoção? É. Mas é melhor do que matar. E não é porque a criança não saiu da barriga que ela não existe. Ela é um ser vivo, que iria crescer e se tornar um ser humano.

Não julgo quem faça aborto, cada cabeça é uma sentença. Esse post serve somente para alertar as pessoas do que pode acontecer, e que as dívidas espirituais acontecem assim. Sei que existem diversos fatores que podem levar alguém a cometer um aborto, mas considere muito e saiba que serão pedidas contas de seus atos. Pense bem nisso!
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