quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Retrospectiva 2009

Apesar de 2009 ter sido um ano bem meia-boca, sem muitos atrativos, tenho muito o que agradecer. Neste ano, conquistei ótimos amigos que pretendo levar para a vida inteira; neste ano, passei por experiências únicas, como trabalhar na Rocinha e visualizar uma outra realidade, tirando a máscara dos preconceitos sociais e enxergando a vida por um novo ângulo; este ano, minha capacidade de superação foi provada quando vi que a minha maior ilusão havia acabado e que, por mais que ainda doa, eu sou capaz de viver; este ano, passei a acreditar mais em mim e enxergar o quão boa eu posso ser; este ano me tornei mais independente e passei a ser menos menina e mais mulher.
Assim, fazendo um balanço geral, pode-se dizer que 2009 foi um ano de renovação. Pode não ter sido o que eu esperava, mas com certeza foi um momento de muito aprendizado. Nessas horas é que paramos pra pensar o que de fato é bom ou ruim para nossas vidas, podendo então fazer diferente a partir de então. Posso não ter preenchido as lacunas da minha vida, mas quem disse que abrir lacunas não é a melhor resposta? Porque, assim, criamos possibilidades e expandimos nossos horizontes na eterna busca para ser feliz.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Krishnamurti

"Afinal vocês são educados para quê? Para serem sociólogos, antropólogos ou cientistas, com mentes especializadas trabalhando num fragmento do campo total da vida, cheias de conhecimentos e palavras, capazes de explicações e racionalizações? Se calhar no futuro os computadores serão capazes de fazer isso tudo muitíssimo melhor que vocês.


O verdadeiro significado da educação é completamente diferente da simples transferência do que está impresso numa página para o cérebro. Educação significa abrir as portas da percepção à dança da vida. Significa aprender a viver com alegria e liberdade, sem ódio nem confusão, mas em beatitude.

A educação moderna está nos tornando cegos: aprendemos, cada vez mais, a competir e a lutar uns contra os outros. A verdadeira educação é descobrir um modo de vida diferente, libertar a mente do seu próprio condicionamento."

sábado, 26 de dezembro de 2009

Destaque

Todo dia vejo o quanto sou diferente das outras pessoas. Não sei se isso é bom ou ruim, mas realmente não entendo como ser como elas. Me esforço, mas diariamente percebo que me distancio mais e mais desse mundo, e que nada do que a realidade me oferece é capaz de me preencher. Tenho dúvidas de como proceder e acabo me defendendo de tudo e de todos, para não sair cada dia mais machucada.
A realidade machuca e fere. Não que não se possa passar com o rosto erguido, mas não consigo simplesmente ignorar os fatos como os outros conseguem. As coisas me afetam, sim. Não passam imunes sobre mim; talvez o erro esteja em eu dar importância demais a pequenas coisas, quando deveria ficar mais na minha...
Tenho um amigo que sempre me diz o quanto é importante reconhecer o quanto ser diferente me torna especial, e que na verdade os errados são os outros, que não são como eu. Não sei se ele está certo ou errado...mas acho que vou me apegar mais nessa hipótese pra tentar ser mais feliz. Ou começar.

sábado, 19 de dezembro de 2009

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Confusão

Eu sinceramente gostaria de entender a cabeça das pessoas. Talvez seja por eu ter esse faro jornalístico-investigativo e uma certa queda pela psicologia. Mas algumas pessoas realmente me intrigam, pois elas estão bem num determinado momento e, logo em seguida. viram a cara pra você. Aí você se questiona: meu Deus, o que eu fiz?
Eu juro que gostaria de saber o motivo disso, das pessoas serem assim. Acho que é a interpretação que cada um faz do outro, a leitura da realidade que cada um tem. Esse deve ser o motivo de estarmos num mundo tão louco, pois cada qual não perde 5min de sua vida pra tentar entender os motivos do outro, a realidade do outro, as percepções e as vivências que aquele outro teve.
Também seria mais fácil conversar, ao invés de agredir, de simplesmente sumir. Mas não, muitas pessoas são covardes a ponto de se afastar e "deixar pra lá". Enfim...um dia a humanidade vai aprender a conviver. Nisso eu ainda acredito...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Do orgulho

Pra mim, o pior sentimento que existe na sociedade é o orgulho. Dele derivam todos os outros defeitos que imperam, pois é o anti-amor, o contrário da doação. É o auge do não se importar com o próximo e enxergar somente a própria realidade, sem tentar perceber que, além daquilo que se vê, existem muitas outras formas de se pensar e agir.
Todo mundo tem um pouco dele dentro de si. Algumas pessoas, no entanto, chegam ao ponto de amar mais o próprio orgulho do que quem está à sua volta. É triste perceber isso, pois vive-se na era da informação e da tecnologia, e as pessoas estão cada vez mais despersonalizadas e mais avessas à interação, ao contato com o próximo, ao calor do momento. Nesse ínterim, sentimentos como o orgulho tornam-se cada vez mais presentes, assim como o egoísmo.
Na minha prova de Ética da faculdade, tive que falar sobre o que prejudica a sociedade atual. Um dos autores dos textos que li falava exatamente disso. E, se pararmos pra pensar, o mundo está evoluindo tecnologicamente, mas está esquecendo de melhorar a questão ético-moral, aquela que trata de valores como a solidariedade e o perdão.
Talvez esse texto esteja um tanto ou quanto melancólico, mas acho que é imprescindível falar desse tipo de verdade. Ainda há tempo pra melhorar esse mundo.

"O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas"

(Drummond)

domingo, 13 de dezembro de 2009

sábado, 12 de dezembro de 2009

Ultrapassando o muro

Às vezes, erguemos um muro em torno de nós mesmos para que as mazelas da realidade não nos atinjam. Entretanto, essas mazelas são necessárias para que, uma vez destruída a fortaleza, ela se reerga cada vez mais forte, com materiais mais sólidos e impenetráveis. E, para isso, é preciso sair desse centro de si e procurar em volta o que há de melhor: as melhores peças, os vizinhos que podem ajudar, os melhores trabalhadores.
O mundo pode não ser o melhor lugar para se estar, mas ainda assim é preciso estar nele. Às vezes, as dores e os sofrimentos fazem com que esqueçamos o verdadeiro propósito de estar aqui. Quando isso acontecer, é imprescindível olhar para dentro de si e ver que não se está sozinho.
Nesses últimos dias, tive meu coração perdido. Não digo que eu o encontrei, ou que as coisas tenham melhorado. Nada mudou, mas percebi que não adianta ficar me lamentando ou achar que minha vida acabou. Estou aqui e tenho que tirar o melhor que a vida pode me oferecer. Ao mesmo tempo, vou ajudando a quem precisar e tentar tornar a vida dos que eu amo e dos que precisam ao menos um pouquinho melhor.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Toponímias

Aprendi na escola que toponímia é a figura de linguagem que dá nome aos lugares e que apelidos podem ser nomes carinhosos ou de escárnio que usamos para caracterizar certas pessoas, por suas características. Entretanto, qual a palavra pra dar nome a sentimentos? Ou melhor: para mascará-los? Sim, porque já que vivemos numa sociedade em que tudo é nomeado, em que tudo precisa de um nome, devemos colocar também nos sentimentos essa estrutura, essa máscara que o molde.
Ontem tive todos os meus sentimentos e esperanças destruídos. E ainda tive que "ouvir" que meus sentimentos são coisas de "emo". Agora, será que os pensamentos não pertencem mais a mim e eu preciso dar satisfação de tudo o que eu penso para as pessoas? Tô de saco cheio, cara. De SACO CHEIO.
Sabe o que é apatia? É simplesmente não ter vontade de nada. Ainda eu sentisse tristeza. Ou raiva. Ou paixão. Mas não sentir NADA é horrível. É prisão a si mesma. É não poder se doar de si mesma. É solidão interna. É desprezo por tudo e não ter mais ideologias, nem crenças na humanidade. Desesperança é a pior coisa do mundo. Não acreditar, não PODER ver, não SE DEIXAR ver...
Tô cansada, CANSADA. Querer acreditar e não poder...é triste. Mas não sinto pena de mim, mas por mim...por tentar e não conseguir sair desse castelo que eu construí para mim mesma.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Jóias

Um dia eu acreditei no amor. Achava que ele era a coisa mais preciosa do mundo e, como não sou nada perfeita, tentei manter ele todo ao meu controle. Quis guardar pra mim – e só pra mim. Não queria dividi-lo com mais ninguém, sem perceber que quanto mais preciosa é a jóia, mais ela custa. E, no meu caso, custou caro.
Custou caro perceber que um dia a jóia que eu tanto prezava já não pertencia mais a mim. Me desfazer dela foi a coisa mais difícil que eu passei em toda a minha vida. E até hoje não consegui me livrar do seu brilho, pois sua beleza sempre vai permanecer na lembrança. O mais triste disso é você não conseguir comprar, penhorar ou buscar um novo tesouro. Por mais que existam outras por aí, aquela sempre vai ser a mais bonita e a mais especial.
Não acreditar mais em encontrar preciosidade nas pessoas dói. Porque eu sempre fui alguém que deu valor aos sentimentos, sempre tentei buscar o melhor em tudo; infelizmente, não sou mais capaz de enxergar isso. O mundo me cegou e não sei se essa cegueira é reversível...
Sigo por aí, “prestando atenção em cores que eu não sei o nome”. Torço pra um dia poder acreditar em sentimentos novamente...mas enquanto isso não acontece, permaneço no cinza, já que o colorido perdeu o encanto pra mim.
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