segunda-feira, 25 de abril de 2011

Do respeito e da opinião


Não sei se é porque eu sou jornalista, mas uma das coisas que mais me incomoda é reprimirem a minha liberdade de expressão. Meu espaço na internet, ou seja lá onde for, é pra ser respeitado. Não escrevo pensando se estou agradando ou não, mas sim pra desafogar um pouco dos meus pensamentos e opiniões. Nem sempre podemos fazer com que as pessoas aceitem aquilo que pensamos, mas o importante é que não venham tentar nos convencer a não dizer. 

"Não concordo com uma palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte o vosso direito de dizê-lo" (Voltaire)

A sociedade seria mais tranquila se todos respeitassem o espaço uns dos outros. Ontem, navegando na net, vi um vídeo sobre umas garotas que, numa atitude no mínimo selvagem, espancaram um transexual que estava no McDonald's. Em que mundo vivemos? É preciso rever nossos conceitos para que situações como essa não se repitam.


sexta-feira, 22 de abril de 2011

Desabafo 2


Cá estou eu, entre pensativa e triste. Muitas vezes, tenho vontade de desistir e não mais estar entre as pessoas. Elas são cruéis e machucam, pisam e trituram nossos sentimentos. Por conta de seu orgulho cretino e sua vaidade desenfreada, não são capazes de enxergar aquilo que lhes está tão óbvio. Muitas vezes, me sinto como o Zaratustra, que Nietzsche tão sabiamente descreveu.

“Riem-se — disse o seu coração. — Não me compreendem; a minha boca não é a boca que estes ouvidos necessitam.
Terei que principiar por lhes destruir os ouvidos para que aprendam a ouvir com os olhos? Terei que atroar à maneira de timbales ou de pregadores de Quaresma? Ou só acreditarão nos gagos?
De qualquer coisa se sentem orgulhosos. Como se chama então, isso de que estão orgulhosos? Chama-se civilização: é o que se distingue dos cabreiros.
Isto, porém, não gostam eles de ouvir, porque os ofende a palavra “desdém”."

Muitas vezes, sou chamada de louca pelas pessoas que estão à minha volta. Seria eu louca? Talvez...se por louca puder ser eu diferente e capaz de enxergar além do que esses míseros mortais são capazes de ver. Se for isso, então eu serei a primeira a assim me denominar. Porque já não aguento mais essas pessoas que só veem as aparências e que não olham os sentimentos. Tristes e vazios devem ser por dentro, pois vivem buscando nos prazeres efêmeros aquilo que não possuem dentro de si.

"Dizem que sou louco por pensar assim
Se eu sou muito louco por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu
Se eles têm três carros, eu posso voar
Se eles rezam muito, eu já estou no céu"

Bem...esse post foi só uma forma de tirar a decepção que trago...e quanto mais conheço as pessoas, mais vontade tenho de me calar. E deixar que eles próprios frustem suas próprias experiências desastrosas...

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Da paixão doentia


Dentre os sentimentos que dominam os seres humanos, creio que não exista nenhum que leve as pessoas às últimas consequências como a paixão. Em casos extremos, ela faz com que pessoas se escravizem por outras, modificando completamente hábitos, gostos e personalidades. A paixão desenfreada pode beirar a loucura, pois a pessoa acredita depender da outra para respirar.

Claro que existem uma série de fatores que levam a pessoa a se apaixonar loucamente por outra, mas nada que possa ser logicamente explicado. E há uma diferença tênue entre o amor e a paixão. O primeiro é construído, é criado a cada dia, nas dificuldades, nas adversidades e no cultivo. A paixão avassaladora é capaz de tirar o juízo, criando uma série de obstáculos ao equilíbrio. Ela gera o medo de perder, o ciúme, a desconfiança. 

De acordo com diversas correntes psicológicas e estudos científicos, a paixão tem tempo definido para acabar - cerca de 2 anos (fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u14236.shtml). Então, quando acontecer aquela sensação arrebatadora, na qual você não é capaz de controlar seus sentidos por uma outra pessoa, analise se não está apaixonado. E, se estiver, tente ao máximo controlar isso, porque ela pode levar aos nossos impulsos mais primitivos. Não estou aqui pra dizer que estar apaixonado é ruim, mas há uma diferença entre o gostar saudável e aquele que esgota a nós mesmos, fazendo com que percamos o rumo.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Dos ciclos


Uma coisa que sempre chama minha atenção é a capacidade das coisas irem e voltarem sempre no mesmo ponto em que pararam. É como se não tivesse existido um tempo intermediário entre aquele fato, e ele precisasse recomeçar, porque ele precisa ter um fim. Muitas vezes, ele também pode significar um recomeço, mas é necessário ocorrer o fechamento daquela fase como se, para seguir adiante, algo ainda estivesse pendente e precisasse acabar e/ou começar.

Nos relacionamentos, isso é o que mais se vê. Pessoas que se separam por algum motivo e que, um belo dia, "por acaso", se reencontram. A partir daí, recomeçam algo que não tinha tido um ponto final, ainda que ambos saibam, no fundo, que essa situação é finita. O importante é terminar a situação no momento correto, porque senão o mundo fica dando voltas e voltas, e parando sempre no mesmo lugar. Sem isso, as pessoas tornam-se prisioneiras umas das outras, numa ligação de sentimentos confusos e contraditórios.

Tudo nessa vida é cíclico. A explicação do karma mostra bastante esse fator. De acordo com algumas religiões, a pessoa sempre vai reencarnar, até que tenha resolvido seus problemas e pendências. Esse texto, entretanto, não é um texto religioso, mas é só para ilustrar a ideia de recomeço. Aliás, ele pode ocorrer de várias maneiras. Pode ser uma mãe que perdeu o filho e que resolver praticar uma boa ação para ajudar outras mães que perderam os seus; pode ser um bandido que encerrou a fase ruim da sua vida e mudou drasticamente suas atitudes; pode ser alguém que errou e que precisa, encarecidamente, pedir perdão.


domingo, 10 de abril de 2011

Da realidade


Essa semana ocorreu um caso terrível em uma escola do Rio de Janeiro. Um ex-aluno, transtornado, matou diversos estudantes, em sua maioria meninas, com o maior sangue-frio do mundo. Um caso isolado? Bem, esse tipo de situação vem ocorrendo ao redor do globo. O mais famoso foi o caso de Columbine, que acabou se tornando um grande sucesso do controverso cineasta americano Michael Moore.

Esse post, entretanto, não é para falar o quão horrível foi saber dessa ocorrência, mas sim parar pra pensar sobre a sociedade e a realidade. Já dizia Renato Russo, em uma de minhas músicas prediletas - Índios: "mas deram espelhos e vimos um mundo doente". Essa é a questão principal: até quando só vamos receber os "espelhos" e, só assim, percebermos o quanto esse mundo precisa melhorar? Todos os dias ocorrem situações complexas ou até piores do que essa que aconteceu na escola de Realengo. Todos os dias temos crianças, adolescentes, idosos e mulheres sendo espancados dentro de casa. Todos os dias policiais abusam do poder e matam crianças que não tiveram escolha. Todos os dias pessoas morrem de fome. Será que a sociedade não é responsável por todas essas mazelas que acontecem todos os dias?

Há pouco tempo, um vídeo circulou o mundo inteiro: o menino Casey Heynes foi vítima de bullying e conseguiu se defender de seu agressor. Muitos aplaudiram a atitude do menino, considerado um herói. A atitude do menino foi louvável, já que ele vinha sofrendo agressões há tempos. Entretanto, pessoas de todos os continentes se solidarizaram com o garoto. Será que essas mesmas pessoas não fazem o mesmo ou até pior do que o outro menino fez? 

Volto à frase da imagem desse post: "a realidade não é o que parece". Por trás das máscaras, todos possuem seus defeitos e psicoses. Esse texto é uma reflexão para que as pessoas que o lerem pensem sobre as suas atitudes e parem de julgar os casos de pessoas que, no auge do desespero, têm atitudes loucas. O assassino de Realengo foi um covarde, um monstro. Mas a questão aqui é: e quem não é? Se não for, que atire a primeira pedra.

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