sexta-feira, 15 de abril de 2011

Da paixão doentia


Dentre os sentimentos que dominam os seres humanos, creio que não exista nenhum que leve as pessoas às últimas consequências como a paixão. Em casos extremos, ela faz com que pessoas se escravizem por outras, modificando completamente hábitos, gostos e personalidades. A paixão desenfreada pode beirar a loucura, pois a pessoa acredita depender da outra para respirar.

Claro que existem uma série de fatores que levam a pessoa a se apaixonar loucamente por outra, mas nada que possa ser logicamente explicado. E há uma diferença tênue entre o amor e a paixão. O primeiro é construído, é criado a cada dia, nas dificuldades, nas adversidades e no cultivo. A paixão avassaladora é capaz de tirar o juízo, criando uma série de obstáculos ao equilíbrio. Ela gera o medo de perder, o ciúme, a desconfiança. 

De acordo com diversas correntes psicológicas e estudos científicos, a paixão tem tempo definido para acabar - cerca de 2 anos (fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u14236.shtml). Então, quando acontecer aquela sensação arrebatadora, na qual você não é capaz de controlar seus sentidos por uma outra pessoa, analise se não está apaixonado. E, se estiver, tente ao máximo controlar isso, porque ela pode levar aos nossos impulsos mais primitivos. Não estou aqui pra dizer que estar apaixonado é ruim, mas há uma diferença entre o gostar saudável e aquele que esgota a nós mesmos, fazendo com que percamos o rumo.

2 comentários:

  1. Paixão é foda! É preciso muita inteligência emocional pra não se deixar levar.

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  2. O segredo da paixão é nunca deixar a emoção dominar a razão, bjus!

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