domingo, 26 de setembro de 2010

Da realização pessoal

Quando crianças, os adultos nos perguntavam: o que você quer ser quando crescer? Geralmente respondíamos: astronauta, médico, ou qualquer outra profissão que, no imaginário infantil, nos tornava importantes de alguma maneira. Queríamos trabalhar não para ganhar dinheiro, mas para ter um status, para nos auto-afirmar, para ter alguma importância.

Na adolescência, nos deparamos com o vestibular. Com aquela maldita prova que vai decidir o que vamos fazer pelo resto de nossas vidas (pelo menos é o que acreditamos naquela época). Nessa época, somos altamente cobrados por nossos pais, professores e amigos, que acham que devemos decidir toda a carreira numa fase em que não sabemos nem o que é a vida direito.

Quando entramos na faculdade, nem sempre sabemos se era aquilo mesmo que queríamos. Muitas vezes trocamos de curso porque ele não corresponde às nossas expectativas ou porque nos encantamos com outra coisa. Conheço inúmeras pessoas que estudam por pressão dos pais, que insistem que os filhos sigam seus passos, acreditando que aquilo é o melhor para eles.

A minha pergunta é: por que não deixar a pessoa viver o presente? Estamos sempre em busca do futuro, de "um dia" conseguir dinheiro, "um dia" ser realizado. Não concordo com isso. A pessoa deve estudar ou correr atrás daquilo que quer por prazer, não para agradar ninguém. É por isso que existem pessoas que sofrem tanto, porque se preocupam tanto em agradar os pais e os outros que esquecem de viver o presente, de viver aquilo que realmente importa para elas.

Acho que amadurecer seria provar para os outros que você é capaz de se bastar, independente do que falem. Eu, por exemplo, sei que ainda tenho muito o que crescer, mas quero mostrar que sou capaz. Que, embora muitos duvidem da minha capacidade, eu posso crescer muito mais do que isso.

Quando eu era criança, dizia que queria ser jogadora de basquete e/ou dentista. Depois, quis fazer Filosofia, Direito, Moda, Psicologia, Cinema. No fim, optei por Jornalismo. E não me arrependo. Por mais que o mercado esteja horroroso, por mais que seja um dos cursos mais procurados, sei que é disso que eu gosto e vou correr atrás. Quero fazer cursos que possam me ajudar a crescer na área e complementá-lo. E por mais que não acreditem, tenho certeza de que vou me dar muito bem na minha área. É uma questão de acreditar.

Um comentário:

  1. De mim, você não pode dizer que forcei a seguir meus passos...
    Aliás, nem de seu pai.
    Apoiei você sempre, em todas as suas mudanças de faculdades.
    Ah! você esqueceu da faculdade de Canto...
    Acredito - e muito - em sua capacidade.
    Concordo com você sobre o momento da escolha da profissão, é numa fase de muitas dúvidas - e "certezas" que se alteram a cada momento...
    Creio que se nosso modelo de INSTRUÇÃO (e, não, educação) fosse mais individualizado, com mais observação do aluno em suas especificidades, esse problema seria, pelo menos, minimizado.

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