Quando crianças, os adultos nos perguntavam: o que você quer ser quando crescer? Geralmente respondíamos: astronauta, médico, ou qualquer outra profissão que, no imaginário infantil, nos tornava importantes de alguma maneira. Queríamos trabalhar não para ganhar dinheiro, mas para ter um status, para nos auto-afirmar, para ter alguma importância.
Na adolescência, nos deparamos com o vestibular. Com aquela maldita prova que vai decidir o que vamos fazer pelo resto de nossas vidas (pelo menos é o que acreditamos naquela época). Nessa época, somos altamente cobrados por nossos pais, professores e amigos, que acham que devemos decidir toda a carreira numa fase em que não sabemos nem o que é a vida direito.
Quando entramos na faculdade, nem sempre sabemos se era aquilo mesmo que queríamos. Muitas vezes trocamos de curso porque ele não corresponde às nossas expectativas ou porque nos encantamos com outra coisa. Conheço inúmeras pessoas que estudam por pressão dos pais, que insistem que os filhos sigam seus passos, acreditando que aquilo é o melhor para eles.
A minha pergunta é: por que não deixar a pessoa viver o presente? Estamos sempre em busca do futuro, de "um dia" conseguir dinheiro, "um dia" ser realizado. Não concordo com isso. A pessoa deve estudar ou correr atrás daquilo que quer por prazer, não para agradar ninguém. É por isso que existem pessoas que sofrem tanto, porque se preocupam tanto em agradar os pais e os outros que esquecem de viver o presente, de viver aquilo que realmente importa para elas.
Acho que amadurecer seria provar para os outros que você é capaz de se bastar, independente do que falem. Eu, por exemplo, sei que ainda tenho muito o que crescer, mas quero mostrar que sou capaz. Que, embora muitos duvidem da minha capacidade, eu posso crescer muito mais do que isso.
Quando eu era criança, dizia que queria ser jogadora de basquete e/ou dentista. Depois, quis fazer Filosofia, Direito, Moda, Psicologia, Cinema. No fim, optei por Jornalismo. E não me arrependo. Por mais que o mercado esteja horroroso, por mais que seja um dos cursos mais procurados, sei que é disso que eu gosto e vou correr atrás. Quero fazer cursos que possam me ajudar a crescer na área e complementá-lo. E por mais que não acreditem, tenho certeza de que vou me dar muito bem na minha área. É uma questão de acreditar.
domingo, 26 de setembro de 2010
sábado, 18 de setembro de 2010
Da adaptação
Uma das coisas que eu mais percebo nesse mundo é o quanto as pessoas se negam e esquecem todos os seus valores por conta da adaptação. Dizem que o mais forte sobrevive, que vivemos a lei da selva. Entretanto, quem foi que afirmou tal sentença? A sociedade arruma desculpas para tornar-se sempre mais e mais caduca, com seus moralismos e suas atitudes desconexas. Todos dizem que louco é aquele que rompe com as normas, que não vive de acordo com a dita "normalidade". Eu discordo. Acho que a pessoa que consegue superar os preconceitos e mediocridades está muito acima de todos.
Claro que não estou aqui falando de psicóticos ou assassinos. Estou falando de mártires, que conseguiram assumir sua postura em relação ao mundo e levaram sua palavra, suas crenças, suas ideias para aqueles que consideravam seus companheiros de jornada: a humanidade. Acho o idealismo uma das forças mais belas daqueles que conseguem se assumir. Expor uma ideia, tentar mover o mundo para frente é um ato de coragem. Não fossem esses, talvez a sociedade ainda seguisse o códico de Hamurabi, ou ainda acreditasse na supremacia da Igreja.
Fico triste quando vejo pessoas com um potencial enorme de mudanças, pessoas com uma ânsia de mudar, com bons valores, simplesmente agirem como as outras. São aquelas que vão morrer infelizes, tentando provar aos próximos que são iguais. Existem pessoas que vivem toda uma vida assim, seja em qual for o aspecto: simplesmente elas têm medo de colocarem a sua vontade em primeiro plano. Simplesmente empurram a vida com a barriga e jogam suas frustrações naqueles que vivem ao seu redor. Eu, não. Ainda prefiro ser chamada de louca a me dizerem como ou de que forma eu devo agir ou pensar...
Claro que não estou aqui falando de psicóticos ou assassinos. Estou falando de mártires, que conseguiram assumir sua postura em relação ao mundo e levaram sua palavra, suas crenças, suas ideias para aqueles que consideravam seus companheiros de jornada: a humanidade. Acho o idealismo uma das forças mais belas daqueles que conseguem se assumir. Expor uma ideia, tentar mover o mundo para frente é um ato de coragem. Não fossem esses, talvez a sociedade ainda seguisse o códico de Hamurabi, ou ainda acreditasse na supremacia da Igreja.
Fico triste quando vejo pessoas com um potencial enorme de mudanças, pessoas com uma ânsia de mudar, com bons valores, simplesmente agirem como as outras. São aquelas que vão morrer infelizes, tentando provar aos próximos que são iguais. Existem pessoas que vivem toda uma vida assim, seja em qual for o aspecto: simplesmente elas têm medo de colocarem a sua vontade em primeiro plano. Simplesmente empurram a vida com a barriga e jogam suas frustrações naqueles que vivem ao seu redor. Eu, não. Ainda prefiro ser chamada de louca a me dizerem como ou de que forma eu devo agir ou pensar...
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Da valorização da mulher
Me pergunto: será que a queima dos sutiãs, a inserção das mulheres no mercado de trabalho, o voto feminino e a pílula anticoncepcional tiveram o sucesso almejado pelas antigas feministas e ativistas? Eu realmente me pergunto isso. Porque o que vejo hoje são mulheres agindo como os homens, abusando da sua sexualidade, da sua sensualidade, cometendo os mesmos erros e tornando-se (por que não dizer?) vulgares.
Não sou santa. Pelo contrário. Sei dos meus erros, sei o que faço. Sou uma mulher adulta e tenho plena consciência de tudo. Não condeno quem dá no primeiro encontro, não condeno quem não tem pudores pra falar de sexo, não condeno nada disso. Mas acho que existem fatores que nos levam a repensar certas atitudes. Acho que cada pessoa faz o que quiser com seu corpo e que isso é saudável. Mas será que os homens estavam preparados para essa atitude do ser feminino?
Sinceramente, eu não sei. Mas vejo muito nisso a culpa da mulher. Não acho putaria saudável para nenhum dos dois sexos. Não é nada legal aquela menina que rodou na mão de toda uma galera, mas também não é bom aquele cara galinha, pegador. Acho que é esse o nosso problema. Nós costumamos tachar a pegadora de "piranha". Os homens nunca querem namorar meninas assim. No entanto, as meninas sempre querem o pegador, porque acha que ele tem A PEGADA. Acham que, já que ele ficou com tantas, ele deve ser bom mesmo, não é? Na realidade, não. Essa é uma fama que na maioria das vezes não corresponde à realidade. Mas as mulheres têm a mania idiota de competirem umas com as outras...falarem mal umas das outras...o que acaba vulgarizando nosso gênero e fazendo com que pareçamos todas iguais. Mas quando uma é diferente, ela acaba tendo a maior dificuldade de demonstrar, o que é horrível.
Abaixo à vulgarização do ser feminino! Mulheres, precisamos nos unir para que eles possam começar a nos dar um pouco mais de valor...
Não sou santa. Pelo contrário. Sei dos meus erros, sei o que faço. Sou uma mulher adulta e tenho plena consciência de tudo. Não condeno quem dá no primeiro encontro, não condeno quem não tem pudores pra falar de sexo, não condeno nada disso. Mas acho que existem fatores que nos levam a repensar certas atitudes. Acho que cada pessoa faz o que quiser com seu corpo e que isso é saudável. Mas será que os homens estavam preparados para essa atitude do ser feminino?
Sinceramente, eu não sei. Mas vejo muito nisso a culpa da mulher. Não acho putaria saudável para nenhum dos dois sexos. Não é nada legal aquela menina que rodou na mão de toda uma galera, mas também não é bom aquele cara galinha, pegador. Acho que é esse o nosso problema. Nós costumamos tachar a pegadora de "piranha". Os homens nunca querem namorar meninas assim. No entanto, as meninas sempre querem o pegador, porque acha que ele tem A PEGADA. Acham que, já que ele ficou com tantas, ele deve ser bom mesmo, não é? Na realidade, não. Essa é uma fama que na maioria das vezes não corresponde à realidade. Mas as mulheres têm a mania idiota de competirem umas com as outras...falarem mal umas das outras...o que acaba vulgarizando nosso gênero e fazendo com que pareçamos todas iguais. Mas quando uma é diferente, ela acaba tendo a maior dificuldade de demonstrar, o que é horrível.
Abaixo à vulgarização do ser feminino! Mulheres, precisamos nos unir para que eles possam começar a nos dar um pouco mais de valor...
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Da arte de magoar
Acho que a coisa que eu menos sei nessa vida é dizer não a uma pessoa. Sempre acho que vou magoar, sempre acho que vou ferir o outro. Sei que todo mundo aprende com isso, mas é algo que eu sempre procuro evitar. Tô numa sinuca de bico atualmente: não quero alguém, mas não queria ter que dizer o não. Sei que a pessoa não é apaixonada por mim, sei que não temos nada sério um com o outro, mas, ainda assim, tenho dificuldade em chegar e dizer: não quero mais.
Vim aqui escrever pra ver se desafogo um pouco. Isso está na minha cabeça! Eu sempre penso em todas as hipóteses: e se ele ficar bravo? e se ele ficar triste? e se ele me odiar pra sempre? Ok, são riscos que eu corro e sei que deveria assumir, mas a verdade é que eu odeio quando tem alguém atrás de mim. Sim, eu sou uma pessoa estranha. Geralmente, as pessoas gostam quando alguém fica atrás. Não, eu não. Eu gosto dos mais difíceis, daqueles que geralmente qualquer pessoa normal já teria desistido há séculos. Nem eu mesma sou capaz de me entender.
Sei que muitos têm vontade de me xingar e dizer: liga logo e diz que não quer. Pra vocês é fácil, pra mim, é um tormento. Por essas que eu me escondo do mundo, pra não ter que dizer nem que sim, nem que não. Covardia? Apatia? Talvez...mas não existe nada pior do que não corresponder às expectativas do outro. E sabendo que a causa de tudo isso é você...
Vim aqui escrever pra ver se desafogo um pouco. Isso está na minha cabeça! Eu sempre penso em todas as hipóteses: e se ele ficar bravo? e se ele ficar triste? e se ele me odiar pra sempre? Ok, são riscos que eu corro e sei que deveria assumir, mas a verdade é que eu odeio quando tem alguém atrás de mim. Sim, eu sou uma pessoa estranha. Geralmente, as pessoas gostam quando alguém fica atrás. Não, eu não. Eu gosto dos mais difíceis, daqueles que geralmente qualquer pessoa normal já teria desistido há séculos. Nem eu mesma sou capaz de me entender.
Sei que muitos têm vontade de me xingar e dizer: liga logo e diz que não quer. Pra vocês é fácil, pra mim, é um tormento. Por essas que eu me escondo do mundo, pra não ter que dizer nem que sim, nem que não. Covardia? Apatia? Talvez...mas não existe nada pior do que não corresponder às expectativas do outro. E sabendo que a causa de tudo isso é você...
domingo, 29 de agosto de 2010
Da desilusão
É complicado gostar de alguém. Amar, se apaixonar, ter um sentimento forte por uma outra pessoa. Mas o que nos leva a isso? O que será que faz alguém ser 'apaixonante'? Algumas pessoas procuram por beleza, que é a característica mais efêmera que mantém uma emoção. Outras, procuram por segurança, aquele que esteve ao seu lado nos momentos mais críticos. Outras - e essas eu considero as mais corajosas - vão atrás do coração.
Estar com alguém por motivos egoístas é simplesmente meio caminho andado para o relacionamento fracassar. Quando se ama, quando se quer estar com aquela pessoa, se deve pensar que aquela pessoa faz o seu coração bater mais forte, faz você sentir que vale a pena viver, faz com que se sinta um frio na barriga, faz com que seus olhos não parem de brilhar. Não adianta insistir: estar com alguém por gratidão é simplesmente mentir para si mesmo. Não acredito nisso. Acredito em amar porque a outra pessoa te completa em tudo, te mostra um caminho novo, mostra que a vida ainda pode ser linda e bela, apesar de todas as adversidades.
Entretanto, as pessoas insistem em permanecer no erro. As pessoas têm a felicidade em suas mãos, estão com ela ali, mas deixam escapar - e geralmente são infelizes por toda uma vida. Vejo muitos casos assim, um em particular que talvez um dia eu conte por aqui...e que me impressionou quando me foi contado, porque talvez a vida dessa pessoa tivesse sido completamente diferente, tivesse sido plena.
Por que, eu me pergunto, por que as pessoas têm tanto medo de viver a plenitude? Por que se acostumam? Por que têm medo de lutar, de viver, de se apegar ao que realmente vale a pena? Não, simplesmente não consigo compreender. E nunca vou me cansar de questionar...
Estar com alguém por motivos egoístas é simplesmente meio caminho andado para o relacionamento fracassar. Quando se ama, quando se quer estar com aquela pessoa, se deve pensar que aquela pessoa faz o seu coração bater mais forte, faz você sentir que vale a pena viver, faz com que se sinta um frio na barriga, faz com que seus olhos não parem de brilhar. Não adianta insistir: estar com alguém por gratidão é simplesmente mentir para si mesmo. Não acredito nisso. Acredito em amar porque a outra pessoa te completa em tudo, te mostra um caminho novo, mostra que a vida ainda pode ser linda e bela, apesar de todas as adversidades.
Entretanto, as pessoas insistem em permanecer no erro. As pessoas têm a felicidade em suas mãos, estão com ela ali, mas deixam escapar - e geralmente são infelizes por toda uma vida. Vejo muitos casos assim, um em particular que talvez um dia eu conte por aqui...e que me impressionou quando me foi contado, porque talvez a vida dessa pessoa tivesse sido completamente diferente, tivesse sido plena.
Por que, eu me pergunto, por que as pessoas têm tanto medo de viver a plenitude? Por que se acostumam? Por que têm medo de lutar, de viver, de se apegar ao que realmente vale a pena? Não, simplesmente não consigo compreender. E nunca vou me cansar de questionar...
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Canção do adeus
Simplesmente cansei das promessas que você nunca cumpriu.
Cansei das palavras doces que tornaram-se amargas com o tempo.
Cansei de lembrar da felicidade que um dia eu tive e que não tenho mais.
Cansei de acreditar que você voltaria.
Cansei de perder meu tempo com memórias.
Cansei de esquecer de mim.
Cansei de pensar num futuro que não existe mais.
Cansei de pensar nos seus olhos.
Cansei de acreditar que seria pra sempre.
Cansei de idealizar que você voltava pra mim...
Porque eu sou MUITO MAIS do que você um dia SEQUER imaginou.
E agora é que a vida tá (re)começando pra mim.
Adeus, passado.
Cansei das palavras doces que tornaram-se amargas com o tempo.
Cansei de lembrar da felicidade que um dia eu tive e que não tenho mais.
Cansei de acreditar que você voltaria.
Cansei de perder meu tempo com memórias.
Cansei de esquecer de mim.
Cansei de pensar num futuro que não existe mais.
Cansei de pensar nos seus olhos.
Cansei de acreditar que seria pra sempre.
Cansei de idealizar que você voltava pra mim...
Porque eu sou MUITO MAIS do que você um dia SEQUER imaginou.
E agora é que a vida tá (re)começando pra mim.
Adeus, passado.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Vontade de mudar o mundo
Dizem que a juventude é aquele estado de espírito que nos faz ter vontade de transformar, de mudar a sociedade, de fazer a diferença e conquistar o seu espaço. No entanto, vejo a geração atual cada vez mais inerte e sem iniciativa de nada. É um grupo de pessoas que aceitam passivamente o que o mundo tem a oferecer, sem qualquer tipo de resistência. Será que os livros e filmes de ficção científica estavam com a razão? Será que as novas gerações, a partir desta, não terão consciência crítica? Onde estão os jovens que queriam mudar o mundo?
Como diz a música do Cazuza, "aquele garoto que queria mudar o mundo agora assiste a tudo em cima do muro". Mas onde estão os garotos que têm essa vontade? Existe tanto a ser feito e tão poucas pessoas com vontade e capacidade para transformar. Será que a alienação e o conformismo vão tomar mesmo conta da sociedade? O que falta para que não só os jovens, mas o ser humano em si, comece a perceber que é preciso transformar? E, por transformação, falo sobre a necessidade de aprender e agregar novos valores. Vivemos um mundo hipócrita e cheio de falsos moralismos. Quando damos vazão às nossas vontades, somos chamados de loucos. Mas o que é ser louco num mundo caduco?
Torço para que as pessoas acordem. E passem a ver a realidade com olhos mais sensíveis. E que tentem olhar mais para dentro de si e menos para os erros dos outros. Porque ninguém é perfeito. E admitir isso é o primeiro passo...
Como diz a música do Cazuza, "aquele garoto que queria mudar o mundo agora assiste a tudo em cima do muro". Mas onde estão os garotos que têm essa vontade? Existe tanto a ser feito e tão poucas pessoas com vontade e capacidade para transformar. Será que a alienação e o conformismo vão tomar mesmo conta da sociedade? O que falta para que não só os jovens, mas o ser humano em si, comece a perceber que é preciso transformar? E, por transformação, falo sobre a necessidade de aprender e agregar novos valores. Vivemos um mundo hipócrita e cheio de falsos moralismos. Quando damos vazão às nossas vontades, somos chamados de loucos. Mas o que é ser louco num mundo caduco?
Torço para que as pessoas acordem. E passem a ver a realidade com olhos mais sensíveis. E que tentem olhar mais para dentro de si e menos para os erros dos outros. Porque ninguém é perfeito. E admitir isso é o primeiro passo...
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