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sábado, 13 de novembro de 2010

TPM


Eu juro: na minha próxima encarnação vou nascer homem. As mulheres que leem esse blog vão entender o porquê desse post. Os homens, espero, vão tentar compreender um pouquinho mais suas mães, amigas e namoradas, porque vocês não sabem o quanto é ruim estar com todas as sensações negativas em um único corpo durante uma semana.

Primeiro, vem o acúmulo de líquidos, o que nos deixa super inchadas. Ou seja, nessa época, nos achamos ainda mais gordas do que geralmente acreditamos ser. A barriga fica maior, o peito fica maior e a vontade de comer doces (principalmente chocolate) aumenta. Os médicos aconselham que as mulheres evitem comer alimentos que contenham gorduras, mas é algo praticamente impossível, já que a compulsão aumenta nessa fase e tudo o que queremos é devorar um pote de sorvete ou uma caixa inteira de bombons.

A inconstância no humor é outra das maiores características da TPM. Uma simples frase pode gerar uma catástrofe. Não é algo que nós mulheres gostemos de ter e, acredite, nós lutamos contra isso. Creio que ninguém goste de se sentir assim, de fazer aquelas terríveis tempestades em copo d'água, mas é um fato corriqueiro nessa época de tensão. 

- Amor, eu tô bonita?
- Você tá linda hoje, meu bem!
- COMO ASSIM EU SÓ TÔ BONITA HOJE? QUER DIZER QUE NOS OUTROS DIAS EU NÃO TÔ BONITA? VOCÊ NÃO ME ACHA BONITA?

E lá se vão horas de discussão e choro...

Enfim, homens. Não digam às suas companheiras que vão sumir e que elas estão chatas nesses dias. Isso não ajuda em nada e ainda pode mostrar o quanto vocês estão insensíveis a épocas em que tudo o que elas querem é um colo e um cafuné. E mulheres, vamos insistir para que a medicina invente uma cura para isso, ou um modo de amenizar. Sei que existem tratamentos, mas cura, de fato, ainda não foi inventada. Espero que um dia ela seja possível, para o bem da convivência entre os sexos...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Até onde vai o vício de uma pessoa?

Sem comentários pra essa mulher. Assistam aos vídeos abaixo e tirem suas próprias conclusões.




(Retirado do Não Salvo)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Do fanatismo



Significado de Fanatismo: s.m. Paixão cega que leva alguém a excessos em favor de uma religião, doutrina, partido etc. / Dedicação excessiva.


Quando ouvimos falar em fanatismo, pensamos logo no aspecto religioso. Entretanto, existem outros não menos importantes, que levam as pessoas a cometerem diversas loucuras, em nome de uma causa ou de um alguém. Temos alguns exemplos conhecidos, como Mark Chapman, fã do ex-beatle John Lennon, que assassinou o cantor próximo de sua residência. A cantora Selena Quintanilla foi morta pela presidente do seu fã-clube, Yolanda Saldívar.

O que leva alguém a matar um ídolo? Até que ponto o "amor" que se sente por astros pode ser considerado saudável? Essa semana vimos na televisão milhares de adolescentes histéricas com a chegada ao Brasil de dois fenômenos da cultura pop atual: os protagonistas da saga Crepúsculo e os cantores do Jonas Brothers. Jovens que não estão preocupados em melhorar a sociedade, mas que estão lá pra roubar uma mecha de cabelo daqueles que consideram seus "deuses". Porque a realidade é essa: as pessoas cultuam a imagem daqueles a quem idolatram.

Essa questão não está apenas na cultura pop. Vejo diversos intelectuais que se dizem "ateus" que idolatram uma determinada doutrina, o que acaba se tornando uma espécie de "seita", ainda que não se fale em nome de um deus em si. O ser humano ainda traz dentro de si a necessidade de cultuar e adorar algo, independente de ser uma imagem terrena ou extra-terrena. É preciso dosar e não ultrapassar os limites da razão, porque as maiores atrocidades que ocorreram na humanidade se deram pelo fanatismo.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Erros no Enem


Se tem algo que eu acho um absurdo são esses erros no Enem. Quer dizer, a prova tem um ano para ser planejada, revisada e estudada e o Ministério da Educação deixa erros grotescos acontecerem. Isso prejudica não só os estudantes, que já ficam na maior expectativa e ansiedade por causa do exame, mas também os pais, professores e o sistema de ensino no país.

Convenhamos que já é um crime fazer um jovem de 17 ou 18 anos escolher a profissão que deve exercer pelo resto de sua vida. Vemos muitos profissionais frustrados e empregados ruins simplesmente porque foram mal orientados quando eram jovens. E agora, pra piorar, vêm ocorrendo esses erros numa das provas mais importantes da vida estudantil dos adolescentes. Muitos sonham em entrar para uma faculdade pública, já que não possuem verba para bancar uma universidade particular. Ok, sabemos que a maioria dos estudantes de faculdades federais e estaduais são pessoas com uma situação financeira melhor, mas isso não é regra. E digo mais: existem pais que exigem que os filhos passem para uma instituição pública.

Na minha opinião, era preciso revisar todo o sistema de ensino, desde a pré-escola até mesmo às pós-graduações. Possuímos uma cultura de que todos devem sair da escola e fazer faculdade. Entretanto, os cursos técnicos acabam tendo um déficit, pois a maioria dos estudantes seguem no terceiro grau. Os centros de pesquisa precisam de mais investimento e ser mais valorizados. O Brasil está importando engenheiros, isso está errado! É preciso que os cursos da área de exatas sejam mais divulgados, a fim de que o "pavor" que a maioria das pessoas possuem das matérias de cálculo se reverta em melhorias na sociedade...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O sensacionalismo na imprensa


Certo, a imagem que postei é forte e muitas pessoas gostariam de não vê-la. É exatamente isso que venho criticar hoje: a necessidade que alguns veículos de comunicação possuem em vender tragédias e desgraças, sem qualquer resquício de humanidade. A alegação é que essas notícias vendem mais, que as pessoas gostam de saber esse tipo de (anti)informação. Eu questiono. Até porquê, o povo não possui instrução suficiente para poder se interessar por outras questões, pois o acesso a determinados conteúdos lhe é negado.

Existem jornais que, se espremermos, vai sair sangue deles. Ora, existem tantas coisas interessantes para se divulgar, como pesquisas, estudos acadêmicos, obras sociais, necessidades humanas. Mas não, essas publicações insistem em mostrar o bizarro, o absurdo, o trágico. Continuam com a política do panis et circenses. E esses fatos não ocorrem somente na divulgação de notícias, mas nos programas sensacionalistas, que exploram a dor e o sofrimento alheios, ou mesmo aos reality shows, que insistem em brigas, intrigas e futilidades, deixando a sociedade na mais completa miséria cultural.

Acho importante que se noticiem os fatos, mas não relaciono o popular à violência ou ao bizarro. Penso que todas as camadas da sociedade deveriam ter acesso aos mesmos conteúdos, não os limitando a baixarias e vulgaridades. Chega a ser contraditório, pois reclama-se da falta de educação e conteúdo das pessoas menos favorecidas, mas não dão a eles as condições para que eles sejam diferentes. Sem cultura e informação, a sociedade não vai sair do padrão que está.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Da maldade humana


Nas últimas semanas, alguns assuntos foram destaque na mídia. Um deles, foi o "Rodeio das Gordas", promovido por alunos (ou podemos dizer animais?) da Unesp. Outra notícia não menos triste foi a sentença do pai da menina Joanna, acusado de tortura e de homicídio qualificado. Minha questão é: por que será que o ser humano, tão evoluído tecnologica e intelectualmente, ainda se presta a esse tipo de barbárie?

Eu realmente gostaria de entender o que leva uma pessoa a menosprezar a outra por causa do tipo físico: cor da pele, peso ou altura. Será que as pessoas não são capazes de perceber que nada na vida é eterno? Beleza passa, juventude passa. É inumano humilhar alguém por ser diferente. A questão do bullying já deveria há muito ter sido superada, seja nas escolas, universidades ou na vida. Ninguém é melhor do que ninguém, é preciso que a sociedade acorde pra isso! Será que esses energúmenos não entendem que é esse tipo de comportamento que transforma pessoas comuns em assassinos como os de Columbine? Atitudes cruéis podem refletir durante toda uma vida, o que acaba gerando um ciclo de ódio e maldade no mundo.

Quanto ao pai da menina, foi só um exemplo. Sei que todos os dias ocorrem situações até piores do que essa. É um caso isolado, que reflete o que acontece nos lares de pessoas que acreditamos ser boas e prestativas. Infelizmente, é um caso a ser combatido silenciosamente. O que leva um pai a maltratar um filho dessa forma? Ou a molestá-lo sexualmente? E o contrário também: por que filhos maltratam, torturam e matam seus parentes?

É triste. Creio que a sociedade não precise só de educação, saúde, moradia e emprego, mas também de uma série de novos valores que incluam amor e caridade. Porque se continuar assim, não sei onde esse mundo vai parar...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Do preconceito



Preconceito

s.m. Forma de pensamento na qual a pessoa chega a conclusões que entram em conflito com os fatos por tê-los prejulgado; O preconceito existe em relação a quase tudo e varia em intensidade da distorção moderada a um erro total.




Se existe algo de abominável na sociedade, esse algo chama-se preconceito. Infelizmente, todos nós o possuímos em alguma espécie, ainda que teimemos em negá-lo ou em condená-lo. 

Hoje, no twitter, a usuária @mayarapetruso postou a seguinte frase: "Nordestisto não é gente, faça um favor a Sp, mate um nordestino afogado!". A frase dela foi uma alusão à eleição de Dilma Roussef. Não contaram pra ela que o maior colégio eleitoral do Brasil está localizado em São Paulo. Também não disseram a essa moça que, sem os nordestinos, a "maior economia" da América do Sul nada seria. 

O preconceito começa da ignorância que as pessoas possuem com um determinado assunto. O ser humano tende a ridicularizar e a menosprezar tudo aquilo que é diferente, seja o nordestino, o preto, o branco, o gordo, o magro, a mulher. A maioria das pessoas acredita que é superior. Entretanto, essa é a questão mais triste que existe, já que o conceito de "melhor" e "pior" são meros valores que nada dizem, são status sociais, que nada possuem de valor concreto.

Não me isento de dizer que muitas vezes sou preconceituosa. Todos somos. A questão é tentar se colocar no lugar do outro e repensar nossas atitudes. Não somos obrigados a gostar de determinadas coisas ou atitudes, mas pelo menos um olhar antropológico e isento de valores somos obrigados a possuir. O preconceito é o princípio das guerras e do ódio que torna o mundo um lugar ainda tão atrasado.
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