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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O sensacionalismo na imprensa


Certo, a imagem que postei é forte e muitas pessoas gostariam de não vê-la. É exatamente isso que venho criticar hoje: a necessidade que alguns veículos de comunicação possuem em vender tragédias e desgraças, sem qualquer resquício de humanidade. A alegação é que essas notícias vendem mais, que as pessoas gostam de saber esse tipo de (anti)informação. Eu questiono. Até porquê, o povo não possui instrução suficiente para poder se interessar por outras questões, pois o acesso a determinados conteúdos lhe é negado.

Existem jornais que, se espremermos, vai sair sangue deles. Ora, existem tantas coisas interessantes para se divulgar, como pesquisas, estudos acadêmicos, obras sociais, necessidades humanas. Mas não, essas publicações insistem em mostrar o bizarro, o absurdo, o trágico. Continuam com a política do panis et circenses. E esses fatos não ocorrem somente na divulgação de notícias, mas nos programas sensacionalistas, que exploram a dor e o sofrimento alheios, ou mesmo aos reality shows, que insistem em brigas, intrigas e futilidades, deixando a sociedade na mais completa miséria cultural.

Acho importante que se noticiem os fatos, mas não relaciono o popular à violência ou ao bizarro. Penso que todas as camadas da sociedade deveriam ter acesso aos mesmos conteúdos, não os limitando a baixarias e vulgaridades. Chega a ser contraditório, pois reclama-se da falta de educação e conteúdo das pessoas menos favorecidas, mas não dão a eles as condições para que eles sejam diferentes. Sem cultura e informação, a sociedade não vai sair do padrão que está.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Da maldade humana


Nas últimas semanas, alguns assuntos foram destaque na mídia. Um deles, foi o "Rodeio das Gordas", promovido por alunos (ou podemos dizer animais?) da Unesp. Outra notícia não menos triste foi a sentença do pai da menina Joanna, acusado de tortura e de homicídio qualificado. Minha questão é: por que será que o ser humano, tão evoluído tecnologica e intelectualmente, ainda se presta a esse tipo de barbárie?

Eu realmente gostaria de entender o que leva uma pessoa a menosprezar a outra por causa do tipo físico: cor da pele, peso ou altura. Será que as pessoas não são capazes de perceber que nada na vida é eterno? Beleza passa, juventude passa. É inumano humilhar alguém por ser diferente. A questão do bullying já deveria há muito ter sido superada, seja nas escolas, universidades ou na vida. Ninguém é melhor do que ninguém, é preciso que a sociedade acorde pra isso! Será que esses energúmenos não entendem que é esse tipo de comportamento que transforma pessoas comuns em assassinos como os de Columbine? Atitudes cruéis podem refletir durante toda uma vida, o que acaba gerando um ciclo de ódio e maldade no mundo.

Quanto ao pai da menina, foi só um exemplo. Sei que todos os dias ocorrem situações até piores do que essa. É um caso isolado, que reflete o que acontece nos lares de pessoas que acreditamos ser boas e prestativas. Infelizmente, é um caso a ser combatido silenciosamente. O que leva um pai a maltratar um filho dessa forma? Ou a molestá-lo sexualmente? E o contrário também: por que filhos maltratam, torturam e matam seus parentes?

É triste. Creio que a sociedade não precise só de educação, saúde, moradia e emprego, mas também de uma série de novos valores que incluam amor e caridade. Porque se continuar assim, não sei onde esse mundo vai parar...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Do preconceito



Preconceito

s.m. Forma de pensamento na qual a pessoa chega a conclusões que entram em conflito com os fatos por tê-los prejulgado; O preconceito existe em relação a quase tudo e varia em intensidade da distorção moderada a um erro total.




Se existe algo de abominável na sociedade, esse algo chama-se preconceito. Infelizmente, todos nós o possuímos em alguma espécie, ainda que teimemos em negá-lo ou em condená-lo. 

Hoje, no twitter, a usuária @mayarapetruso postou a seguinte frase: "Nordestisto não é gente, faça um favor a Sp, mate um nordestino afogado!". A frase dela foi uma alusão à eleição de Dilma Roussef. Não contaram pra ela que o maior colégio eleitoral do Brasil está localizado em São Paulo. Também não disseram a essa moça que, sem os nordestinos, a "maior economia" da América do Sul nada seria. 

O preconceito começa da ignorância que as pessoas possuem com um determinado assunto. O ser humano tende a ridicularizar e a menosprezar tudo aquilo que é diferente, seja o nordestino, o preto, o branco, o gordo, o magro, a mulher. A maioria das pessoas acredita que é superior. Entretanto, essa é a questão mais triste que existe, já que o conceito de "melhor" e "pior" são meros valores que nada dizem, são status sociais, que nada possuem de valor concreto.

Não me isento de dizer que muitas vezes sou preconceituosa. Todos somos. A questão é tentar se colocar no lugar do outro e repensar nossas atitudes. Não somos obrigados a gostar de determinadas coisas ou atitudes, mas pelo menos um olhar antropológico e isento de valores somos obrigados a possuir. O preconceito é o princípio das guerras e do ódio que torna o mundo um lugar ainda tão atrasado.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Ilusão de ótica

O cérebro humano nos prega muitas peças. O que você vê nessas imagens?











quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Trabalho voluntário



Uma das formas de trabalho mais interessantes que eu vejo é o voluntário. Porque quem participa desse tipo de atividade está interessado em ajudar gratuitamente, sem receber nenhum benefício em troca. Eu estou com muita vontade de participar de algum trabalho. Recentemente, mandei e-mail para o Solar Meninos de Luz. Lá, eles realizam trabalhos de todos os tipos para quem se interessar. O site deles é: http://www.meninosdeluz.org.br/

Outro trabalho que considero bem interessante é daqueles que cuidam dos gatinhos do Campo de Santana. Quem me conhece bem sabe o amor que eu tenho pelos animais, principalmente os gatos. Quero muito também participar desse grupo. Acho que os bichinhos também precisam de nossa ajuda, já que eles não podem se defender e existem muitas pessoas cruéis que os maltratam. Caso alguém se interesse, eles também possuem um site: http://www.gatosdocampodesantana.kit.net/

Aqui em Niteroi existe a Casa Maria de Magdala, que cuida de pessoas contaminadas com o vírus HIV. O trabalho realizado na instituição é muito bonito e vem ajudando os soropositivos e suas famílias desde o final da década de 80. Os interessados em como ajudar podem acessar o site http://casamariademagdala.org

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Desabafo

"A gente pensa que é livre pra falar tudo que pensa, mas a gente sempre pensa um pouco antes de falar" (Gabriel, o Pensador)

O jovem é movido a impulsos, a vontades e a desejos que, somente com o tempo, são freados. Com o passar dos anos, as pessoas percebem que certas atitudes magoam os outros e que nem sempre falar a verdade "doa a quem doer" é válido. Bem, eu ainda estou nesse processo. Tenho a terrível mania de falar sem medir consequências. Não faço isso por maldade ou pra machucar, mas porque não penso que minhas palavras possuam tanto poder de influência.

Dizem que os arianos agem primeiro pra pensar depois. Não acho, entretanto, que eu deva me desculpar por agir assim. Na hora de magoar alguém ou de expor um pensamento que o outro considere agressivo, ele não vai pensar o meu signo, o grau de amizade ou o quanto eu o ajudei em um determinado momento da vida. Não, ele só vai lembrar que eu o ataquei e que ele precisa se defender. A vida é assim, as pessoas possuem memória curta e geralmente criticam mais do que defendem aqueles que lhe fizeram algo de bom.

O problema está em que muitas vezes precisamos calar, ao invés de dizer o que pensamos. Claro que o meio termo é essencial. Concordo que certas coisas nós devemos calar e que determinados assuntos devem ser guardado, mas se não podemos dizer e afirmar o que pensamos, será que não estamos sofrendo uma espécie de censura? Muitas vezes, eu utilizo o espaço da internet como uma espécie de desabafo. Não falo pra ferir ninguém, mas simplesmente pra dar forma ao meu pensamento, uma espécie de catarse. Realmente gostaria de não ser mal interpretada, mas nem sempre é possível.

Enfim, meus textos, assim como aquilo que escrevo no twitter, são assuntos muito pessoais. Se eu falo que não gosto de uma determinada coisa, ou critico uma determinada situação, não é pra ofender ou menosprezar nada...é simplesmente o espaço que eu criei para poder tirar um pouco de mim o que eu penso. Porque eu sou alguém que pensa o tempo inteiro em milhões de coisas. E longe de mim falar mal de coisas que eu desconheço ou diminuir as coisas ou as pessoas.

Enfim, é isso. Tentarei ser mais flexível com as palavras, a fim de não machucar ninguém. Só espero que não venham me acusando disso ou daquilo quando eu, ingenuamente, postar por aqui aquilo que está na minha mente...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Das mudanças



As pessoas, durante a vida, possuem opções de como proceder. A primeira é a do caminho certo, aquela onde você é uma pessoa de bem e procede sempre da melhor maneira possível, seja em qualquer âmbito. Nela, apesar de nem sempre se fazer a melhor escolha possível, a consciência age e é implacável quando se realiza algo fora da sua boa conduta. Já a segunda, que é a qual eu quero falar hoje, é aquela na qual a pessoa erra e mente tanto que já não consegue mais mudar, o que acaba fazendo com que as pessoas ao seu redor acabem sofrendo.

O agir errado é algo complicado. Existem pessoas que começam com um furto. Outras, com uma traição no relacionamento. Ainda existem aquelas que começam a mentir por bobeira, para se mostrarem melhores do que as outras pessoas. De qualquer forma, são pessoas que possuem uma auto-estima muito baixa, apesar de todos acharem o contrário. São aqueles que precisam de meios não necessariamente lícitos para se promoverem. Muitos agem dessa forma para suprir alguma carência que tiveram na infância, ou problemas em casa. Seja qual for o motivo, é triste ver que pessoas que poderiam ser de bem agirem de tal modo.

Não digo que existam pessoas "melhores" que as outras. Entretanto, existem aquelas que, em algum momento da existência, se perderam no meio do caminho. Porque problemas todos temos, só que alguns utilizam-se de desculpas para si mesmos para se desviarem. Isso ocorre em qualquer realidade, independente de cor, credo ou classe social. Sejam eles assaltantes, estupradores, mentirosos, corruptos, adúlteros, traficantes. Agir de maneira inescrupulosa seja da maneira que for diminui a credibilidade de quem comete esse ato. Sei que não somos perfeitos, mas se apegar nisso para justificar essas atitudes sem tentar não errar é ficar estancado na vida. A questão é se auto-avaliar e perceber onde se está errando. Eu parto do princípio de que todos merecem uma segunda chance. Então, é preciso tentar mudar, por mais difícil que isso possa ser.
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